Vândalos destroem obras de Padre Antônio Vieira na UFES

Vândalos destroem obras de Padre Antônio Vieira na UFES

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As obras são sobre o Padre Antônio Viera e fazem parte do acervo da Universidade Federal do Espirito Santo há 30 anos.

Delinquentes da graduação e pós-graduação foram responsáveis por ataques que têm como tema o Padre Antônio Vieira na UFES.

As obras que estavam expostas nos corredores da instituição foram depredadas pelos marginais.

Estudantes do curso de História da universidade consideraram o ato como uma manifestação contra o “colonialismo” e “racismo” do Padre Antônio Vieira.

Padre Antônio Vieira

 

Padre Antônio Vieira foi escritor, fazendo parte do movimento literário barroco e filósofo jesuíta que veio ao Brasil a mando de Portugal como missionário no período colonial.

Uma das personalidades mais influentes do século XVII, o padre liderou missões de catequização e se dedicou ao ensino da língua portuguesa a povos indígenas em território brasileiro.

 

Foi um defensor dos indígenas e dos negros. O padre era contra a escravização e a exploração. Em 1652, continuava pregando em favor dos índios e ministrava aulas de retórica em Olinda.

Diferentemente dos padres tradicionais, criticava a Inquisição e as atitudes dos sacerdotes.

Seus sermões ficaram conhecidos por criticarem o autoritarismo dos portugueses, a violência sofrida pelos índios e a Inquisição da Igreja Católica.

 

Além do mais, defendia os judeus, que eram perseguidos para Inquisição.

Repercussão

No Facebook, um professor do Departamento de História, que desativou seu perfil após repercussão, classificou a ação dos alunos como um “evento emblemático” e afirmou que “o pensamento conservador, colonialista e racista de Antonio Vieira” não representa a comunidade universitária.

Com certeza, este professor de História não estudou a vida do Padre.

“Gostei da atitude dos alunos! Vivemos momentos de descolonização do pensamento e de crescimento da consciência étnica de nossa população. Antônio Vieira, como um representante do colonialismo, tinha uma posição ofensiva em relação aos negros e índios”, defendeu.

Alunos e ex-alunos demonstraram apoio ao posicionamento do professor.

“É de extrema importância um posicionamento como o seu, professor! Chegou a hora da insurreição!”, comentou um estudante do curso de Ciências Sociais da instituição na postagem.

“Amei. Parabéns aos alunos. Na nossa época de estudantes queríamos fazer e nos furtamos… No máximo jogamos tinta no relógio dos 500 anos…”, completou uma ex-aluna da universidade.

O site, Gazeta do Povo, entrou em contato com a  UFES, que se limitou a dizer que não recebeu nenhuma denúncia formal, mas que está apurando os fatos.

“Sobre a suposta ação de estudantes em relação a quadros do Pe. Antônio Vieira nos corredores do prédio IC-III, a Administração Central da Ufes informa que até o momento não recebeu nenhuma denúncia formal, mas que está apurando os fatos”, disse a instituição.

As informações são do site Gazeta do Povo

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