Anjos da morte – As enfermeiras assassinas

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Antes de confiar seus avos ou seus pais em uma enfermaria geriátrica sozinhos, confira este caso que aconteceu na Áustria.

Construído em 1839, o Hospital Geral de Lainz é a quarta maior instalação médica de Viena, Áustria, com cerca de dois mil pessoas no seu quadro de funcionários. O Pavilhão 5 em Lainz é reservado para pacientes com mais de 70 anos sendo muito deles, doentes terminais. Nesse cenário a morte não é uma surpresa.
No início da primavera de 1983 até as primeiras semanas de 1989, a morte MORTE recebeu uma ajuda extra.
Waltraud Wagner, auxiliar de enfermagem do turno da noite do Pavilhão 5, tinha 23 anos quando fez a sua primeira vítima em 1983.
Wagner teve a ideia de eliminar pacientes quando uma paciente de 77 anos pediu a Wagner para “acabar com o seu sofrimento”. Waltraud Wagner favoreceu a senhora com uma overdose de morfina, descobrindo, assim, que ela apreciava ser Deus e manyer o poder de vida e mortes em sua mãos.
Durante esse período, Wagner recrutou 3 cúmplices, todas trabalhando no turno da noite no Pavilhão 05.

Foram elas:

Maria Gruber nascida em 1964, abandonou a escola de Enfermagem e era mãe solteira.
Irene Leidolf, nascida em 1962, era casada, mas preferia passar seu tempo com as amigas.
Stephania Mayer, uma avó divorciada, com idade de 43 anos, emigrou da Iugoslávia em 1987 e acabou em Lainz, logo associando-se a Wagner e as colegas homicidas.

Conforme ressaltado pelos promotores no julgamento, Wagner era a sádica e chefe do grupo. Instruiu suas discípulas nas técnicas adequadas de injeção letal, ensinando-as como usar a “água curadora” – em que o nariz da vítima era comprimido, a língua puxada e a água colocada na garganta.

A morte das vítimas, embora lenta e agonizante, parecia natural, ainda mais em uma enfermaria em que os pacientes idosos são doentes terminais e geralmente falecem por complicações de água no pulmão.

Na visão policial, Waltraud Wagner despertou seu lado sádico, transformando a enfermaria em um campo de concentração.

Ao menor sinal de contrariedade (isto é, roncar, sujar os lençóis, recuar medicação ou pedir auxílio em hora inconveniente) ou reclamação de algum paciente, Wagner falava “Este conseguiu uma passagem para Deus”, planejando os assassinatos com suas cúmplices.
Por ser um Pavilhão, como dito anteriormente, de idosos em estado terminal, os crimes demoraram muito a serem descobertos, se estendendo até o ano de 1987, quando Mayer preencheu a equipe, mas Waltraud permaneceu como líder e chefe executora para o que foi logo apelidado como “Pavilhão da morte”.

Rumores se iniciaram em 1988, levando a suspensão do Dr. Xavier Pesendorf, encarregado da enfermaria, por não iniciar uma investigação oportuna na época, ao perceber o aumento de mortes.
A negligência que levou a prisão das acusadas se deu quando Wagner e o grupo de assassinas foram comemorar a morte de mais um paciente ou “um plantão satisfatório” como elas se referiam, revivendo as mortes, rindo das feições angustiantes das vítimas e das convulsões de outras, quando um médico que estava sentado próximo ao grupo, ficou horrorizado ao ouvir a conversa e foi a polícia.

A investigação teve duração de 06 semanas, levando a prisão das assassinas no dia 07 de Abril de 1988.
Sob custódia, os “anjos da morte” confessaram 49 homicídios específicos e Waltraud reivindicou 39 como seus. “Aqueles que me deixaram nervosa”. Ela explicou, “foram despachados diretamente para uma cama grátis com o bom Deus”. Ela explicou que não foi tão fácil. Ela disse: “Naturalmente, os pacientes resistiram, mas nós éramos fortes. Poderíamos decidir se o velho fóssil viveria ou morreria. Sua passagem para Deus estava, de qualquer forma, vencida”.

Estima-se que mais de 100 pacientes foram assassinados. Os crimes foram tão chocantes que o chanceler Franz Vranitzky se pronunciou dizendo que: “o crime mais brutal e repulsivo da história da Áustria”.

AS SENTENÇAS 

Waltraud foi condenada por 15 homicídios, 17 tentativas de homicídio e 2 acusações de assalto agravado. Foi sentenciada há prisão perpétua.


Irene Leidolf foi condenada por 05 homicídios e 2 tentativas de homicídio. Foi sentenciada há prisão perpétua.


Stephania Mayer foi condenada por 1 homicídio e 7 tentativas de homicídio. Foi sentenciada há 15 anos.


Maria Gruber foi condenada por 1 homicídio e 2 tentativas de homicídio. Foi sentenciada há 15 anos.

About the Author

Camila Abdo
Jornalista (MTB - 0083932/SP; Associação Brasileira de Jornalista -ABJ- 2457). Escrevo para: -oretrogrado.com.br -www.libernews.com.br e o meu blog pessoal politicaedireito.org/br

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