O preço pago pela Personal por querer aderir ao politicamente correto

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A marca Personal resolveu aderir ao politicamente correto e lançou uma linha de papel higiênico preto, o Personal Vip Black. A campanha intitulada ‘Black is Beautiful’ (preto é lindo) ganhou notória repercussão negativa após grupos do movimento negro e até mesmo simpatizantes a criticarem, principalmente por terem usado uma atriz branca e ruiva – Marina Ruy Barbosa – em seu slogan.

A empresa Santher, que é responsável pela marca e a atriz que estrelou a campanha sofreram inúmeras retaliações, e apesar de terem se retratado, ambas dizendo que a intenção da campanha foi enaltecer as qualidades da cor, como por exemplo, luxo e elegância, os ataques continuaram acontecendo. O erro não foi tentar trazer para o Brasil um produto existente no exterior, e sim, utilizar um slogan símbolo do movimento negro americano desde a década de 60 imaginando que a aceitação seria maior por causa dele.

Num erro trágico da publicidade, ao tentar bajular certo grupo, o que a empresa não contava era que aconteceria completamente o oposto, quem eles mais tentaram agradar seriam os primeiros a criticar e acusar a campanha de racista, auge da crítica aconteceu quando disseram que era absurdo usar um slogan tão importante para divulgar algo que você usa para limpar excrementos.

O problema não é a história e muito menos a luta dos negros, o problema é que até hoje existe gente que cobra divida histórica de quem não tem absolutamente nada a ver com as atitudes de certos antepassados. Se houver a ciência de que os negros também escravizaram e de que brancos também foram escravizados talvez essa luta de etnia comece um longo caminho até o seu fim. Apenas o argumento citado seria suficiente para quebrar qualquer argumento sobre dívida histórica, porém, olhando sob a óptica de que os dois lados sofreram, mas só um lado cobra o pagamento de uma dívida que não lhe diz respeito de alguém que não tem culpa do passado, levanta uma questão: Até quando será cobrada tal dívida? -Se caso essa dívida realmente existisse, seria justo cobrar a uma pessoa X algo que a pessoa Y cometeu?-

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