Feminista perde processo na justiça contra Thais Azevedo e página anti-feminista

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A feminista LAYSSA JORDANIA RODRIGUES, cuja usa o codinome YS caldierre residente de Goiania processou a página Moça, não sou obrigada a ser feminista exigindo retratação, idenização de 30 mil e a exclusão da referida página.

Em 2016 Joselito Muller soltou uma matéria irônica com o seguinte título: “Empresário abre cota para feministas em carvoaria mas nenhuma aceita”. Mesmo em tom de ironia, a matéria do referido jornal visava criticar a postura de movimentos feministas que sempre cobram cotas na política, cargos de diretoria, engenharia e outros de maiores prestígios sociais. Entretanto muitos cargos de pedreiros, trabalhadores de minas de carvão, mecânicos,  limpadores de fossas são ocupados em sua grande maioria por homens, e não se vê reclamações de coletivos feministas para que mulheres ocupem essas áreas.

 

Por outro lado, Layssa, indignada com a exposição da matéria irônica, escreveu um post público os seguintes dizeres:

“Para os ‘omis’ que compartilharam
falando que direitos iguais é só quando é conveniente, seguinte… Estou abrindo vagas para
homens que querem ser estuprados!! Interessados deixar número de contato aqui embaixo. Anão
desculpa, isso também não é conveniente aos ‘omis’!!! RESPONDAM AI FODOES!!!”

A página “Moça, não sou obrigada a ser feminsta” recebeu por inbox uma notificação do que foi dito
por Layssa e logo tirou um print do post público e divulgou sem censura de nome e foto.
Na legenda do post estava escrito apenas “vejam o nível da comparação”.
Os seguidores, indignados também com o que foi dito por LAYSSA, procuraram pelo falso nome
utilizado pela mesma, e como não era comum alguém usar no perfil “YS CALDIERRE” encontraram o perfil
da mesma e dispararam comentários e mensagens de repúdio.

No mesmo post, dentro da página, uma Seguidora, Talita Lacerda, localizou no perfil de LAYSSA uma foto
de campanha de legalização do aborto em meio a várias fotos de sua gravidez e de sua filha.
Talita, achou contraditório e decidiu postar uma colagem de duas imagens comparando “Como uma mulher com
filha criança pequena apoia legalização do aborto”.

Decisão Judicial

No entendimento da JUIZA Fláviah Lançoni Costa Pinheiro:

Ao que se observa, o dano moral alegado originou-se da própria conduta da autora, que
expôs sua opinião e sua intimidade e chamou os homens a responderem o seu comentário,
através de uma frase provocativa (“RESPONDAM AI FODOES”).

Ou seja, em outras palavras, a Juiza disse que a responsabilidade da exposição é da própria
dona do post que o deixou público, e também por ter solicitado resposta no trecho “RESPONDAM AI FODOES”.
Logo uma vez que ela solicitou a resposta dos “fodões”, ela deveria arcar com as consequências
da chamada provocativa

“(…) Isto é, a própria recorrente optou por revelar sua intimidade, ao expor o
peito desnudo em local público de grande movimento, inexistindo qualquer
conteúdo pernicioso na veiculação, que se limitou a registrar sobriamente o
evento sem sequer citar o nome da autora. Assim, se a demandante expõe
sua imagem em cenário público, não é ilícita ou indevida sua reprodução sem
conteúdo sensacionalista pela imprensa, uma vez que a proteção à
privacidade encontra limite na própria exposição realizada. Portanto, in casu,
não há qualquer ofensa moral.” – Complementa

Ante o exposto, nos moldes dos artigos 487, inciso I do Código de Processo Civil,
RESOLVO O MÉRITO E JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado por LAYSSA JORDANIA
RODRIGUES em desfavor de THAIS GODOY DE AZEVEDO.

Confira a decisão na íntegra, Clique Aqui

 

 

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