Motorista brasileiro transporta pessoas que escaparam de ataque em Las Vegas:

Fernando trabalha como motorista em Las Vegas há nove meses
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Bauruense mora com a família na cidade e acompanhou de perto a apreensão provocada pelo o que é já considerado o maior ataque a tiros da história dos EUA.

nove meses morando com a família em Las Vegas (EUA), o motorista brasileiro Fernando Branco, de 43 anos, relata os momentos de apreensão e terror na cidade após o ataque a tiros que deixou pelo menos 59 mortos e mais de 500 feridos.

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De folga com a família no momento do massacre, Fernando saiu para trabalhar horas depois, por volta das 5h dessa segunda-feira (horário local) e ajudou pessoas que estavam no festival de música country ao ar livre, alvo do atirador.

“Fiquei sabendo do que estava acontecendo logo em seguida por um grupo de motoristas, que passaram os relatos, além da televisão. Resolvi trabalhar logo cedo na manhã seguinte e a cidade estava um caos”, conta o motorista, natural de Bauru (SP) que se mudou para os EUA com a mulher e os filhos em busca de um melhor tratamento de saúde para o filho, que foi diagnosticado com tipo de autismo.

De acordo com Fernando, a ação das equipes de resgate e da polícia foi rápida. “Ninguém teve acesso ao entorno do local Mandalay Bay. A região ficou isolada. Eu peguei várias pessoas que estavam no festival, principalmente às 5h, gente que não estava conseguindo voltar para o hotel por conta da confusão”. Inclusive, atendeu pessoas que estavam no festival de música country ao ar livre.

“Peguei o casal que estava ao lado de uma mulher gestante que foi alvejada na cabeça. Levei também uma senhora a três hospitais porque ela não tinha notícias do filho. Eles relataram cenas de pavor mesmo, um filme de terror”, descreve.

O motorista também relata que o dia seguinte após o massacre foi de apreensão e de mobilização na cidade.

“Vários motoristas também não saíram para trabalhar. Horas depois do que aconteceu no festival, os aeroportos ficaram fechados, mas o trânsito no resto da cidade estava normal. Todo mundo está com uma fisionomia triste, a gente ficou com muito medo. Durante o dia, em vários hospitais se formaram filas monstruosas de pessoas querendo doar sangue”, conta.

Nessa terça-feira (3), a família começa a retomar a rotina. Fernando conta que os filhos foram para escola, mas nas ruas o policiamento segue reforçado.

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