Acusada de matar e enterrar marido é condenada a 17 anos de prisão

Sessão no Tribunal do Júri teve início às 9h e foi presidida pelo juiz Paulo Tristão (Foto: Leonardo Costa)
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A mulher de 31 anos acusada de matar a golpes de marreta e enterrar o próprio marido, em março de 2014, no Bairro Cruzeiro do Sul, foi condenada a 17 anos e dois meses de prisão em regime fechado, em julgamento realizado nesta terça-feira (26), no Tribunal do Júri, no Fórum Benjamin Colucci. Catiana Terezinha da Silva respondia processo por homicídio qualificado, por meio cruel e por recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima, e também por ocultação de cadáver. A sessão começou às 9h, sendo presidida pelo juiz Paulo Tristão, e terminou no final da tarde.

O corpo do servidor público federal e técnico em eletrônica da UFJF, Marcus Augusto Marcato Teodoro, 50, foi encontrado em uma cova rasa na horta do quintal de casa, na Rua Aurora Torres. O crime foi descoberto no dia 25 daquele mês, quando a suspeita tentava se livrar das provas, queimando as roupas sujas de sangue em um forno. A fumaça despertou a atenção de vizinhos, e a polícia foi acionada. Na época, a mulher tinha 27 anos e confessou o assassinato, alegando não suportar mais as agressões praticadas pelo companheiro.

A acusada responde ao processo em liberdade desde junho de 2014. Segundo denúncia do Ministério Público, na noite anterior à localização do corpo, o casal se desentendeu, entrando em vias de fato. A suspeita teria esperado o marido dormir para desferir um golpe de marreta contra a cabeça dele. Marcus Augusto chegou a agonizar, mas morreu após ser atingido por mais duas marretadas. Em seguida, a mulher arrastou o corpo até o quintal, onde cavou uma cova e o enterrou. De acordo com a denúncia, o motivo do crime seria a desavença frequente entre o casal e o comportamento da vítima, que agredia e humilhava a ré.

 

Os dois filhos do casal estavam na residência na ocasião do homicídio, mas a mãe alegou que a menina de 9 anos e o garoto, de 3, estariam dormindo. A ré confessa foi pronunciada pela Justiça em setembro de 2015, diante da consideração de haver indícios suficientes para admissão de julgamento popular. Nesta terça, o Conselho de Sentença, composto de sete mulheres, condenou Catiana, mas não havendo motivos para sua prisão preventiva, ela terá o direito de recorrer da condenação em liberdade. Conforme a sentença, sua culpabilidade foi intensa, uma vez que premeditou o crime ao intoxicar um dos filhos com medicamentos para que dormisse e não presenciasse os fatos.

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