Para promover feminismo, fotógrafa posta foto com mancha de sangue em calça branca

Para promover feminismo, fotógrafa posta foto com mancha de sangue em calça branca

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Uma fotógrafa e mãe que mora em Tucson, Arizona, decidiu tirar uma foto menstruada e vestindo uma calça branca para mostrar que o sangue menstrual é uma coisa normal.

Jade Beall usou o seu perfil no Instagram para compartilhar a imagem. Na foto, ela aparece cobrindo os seios e vestida com uma calça branca, com uma mancha de sangue bem aparente.

 

Objetivo da fotógrafa é contrapor a imagem negativa que as mulheres têm da menstruação. “Me disseram que sou nojenta. Esse autorretrato é uma diagrama de quanto o mundo me lembra todo dia o quão nojenta eu sou”, diz ela no postagem.

Em seguida, ela cita uma série de características que a tornam “nojenta”, como menstruar, ter celulite, gordura localizada, seios pequenos, olheiras e mais uma série de coisas que ela lista. “Sangue menstrual é nojento (mas filmes violentos com muito sangue são normal). Celulite é nojento (mas a maioria das mulheres tem, ainda assim, é um segredo secreto que poucas querem falar sobre e muitas dariam a vida para removê-la)”, rebate.

Depois de listar todas essas características que tornam mulheres “nojentas”, Jade Beall pondera não achar estranho que tantas delas sofram por causa de seus corpos. “Não é de admirar que muitas de nós lutem com a depressão e que se sintam indignas de nos sentirmos divinas e sagradas quando fomos enganadas para acreditar que somos nojentas simplesmente por sermos nós: mulheres, com corações batendo e ondas de emoção e anos de vida, chorando, amando, lutando, dando à luz, de luto e envelhecendo”, escreve.

“Se eu vê-la no supermercado e você tiver uma mancha de sangue menstrual atrás de sua calça branca, eu irei até você e direi o quão bonita você é”, diz ela para tirar o estigma dessa imagem que incomoda tanta gente. “Se eu ver a sua celulite, eu felicitarei a bela vitalidade de sua pele e perguntarei se você quer ver a minha celulite”, prossegue ela, citando todas as características que tinha listado anteriormente e são vistas pela sociedade como imperfeições.

I Am Told That I Am Gross. This self portrait is a diagram of how the world reminds me every single day how gross I am. Menstrual blood is gross. (But violent and gory bloody movies are normal). Cellulite is gross. ( But most women have it, yet it’s this dark secret few want to talk about and many would give their life to have removed). Fat rolls are gross and the bones on someone too thin is gross too. (But loving oneself is narcissistic). Small breasts are gross. (But surgery will fix me). Pimples are gross. ( But antibiotics that can cause skin cancer is a good choice, how could I choose to offend other humans with my innocent pimples). Wrinkles and dark circles under my eyes are ugly… (Yet painful injections to erase away evidence of growing a privileged long life happen at parties). It’s no wonder so many of us struggle with depression and with feeling unworthy to feel divine and sacred when we have been engrained to believe just how gross we are by simply being us: Women, with beating hearts and waves of emotion and years of living, crying, loving, struggling, succeeding, birthing, grieving, aging. If I see you in a supermarket and you have stained the back of your white dress with menstrual blood, I will come tell you how beautiful you are! If I see your cellulite, I will compliment the beautiful aliveness of your skin and ask if you wanna see mine! If I see your rolls or your bones, I will tell you how sacred, precious and divine your body is and how I wonder what it must feel like for your soul to breathe and dance in such a rad collection of molecules! If I see your pimples I will tell you that you are just like me. If I see your wrinkles, I will tell you that you have lived a rich life. Let’s LOVE, friends! Because let me tell you as someone who has watched her father take his last breaths in her arms: much too soon we have to say goodbye to these wild and funny and messy and fascinating and gorgeous magical miracles we call bodies.

Uma publicação compartilhada por Jade Beall Photograpy (@jadebeallphotography) em

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