Marcha dos gays contra a Sharia é considerada islamofóbica e receberá contra protesto de grupos LGBT

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Um evento organizado por “gays contra a Sharia” que vai marcar o aniversário do tiroteio na boate gay em Orlando, foi denominado islamofóbico e receberá protestos da comunidade LGBT.

Os organizadores da Marcha “Unidos Contra o Ódio”, em Manchester no domingo, dizem que organizaram o evento para “honrar as vítimas do ódio”, incluindo as 49 pessoas que perderam a vida na boate gay Pulse, em Orlando, Flórida , Nas mãos de um terrorista islâmico em 12 de junho de 2016.

Mas os ativistas LGBT reagiram com fúria, insistindo que o evento não é nada mais do que o seqüestro cínico dos direitos dos homossexuais pela “extrema direita” como disfarce para a islamofobia. Dois grupos, “Lésbicas e Gays Apoiam os Imigrantes” e “Ação pela Saúde dos Trans”, estão organizando um contra-protesto contra a marcha.

“Estamos protestando porque a extremoa direita quer usar Orlando e os recentes ataques no Reino Unido para demonizar todos os muçulmanos”, disse um dos organizadores do protesto, Anna, à Pink News.

Um dos organizadores da campanha “Unidos contra o Ódio” é Tommy English, um colega de trabalho gay de Tommy Robinson e ex-líder do English Defense League que agora administra “Gays Contra a Sharia”. Seus oponentes criticam a sua presença e dizem que a marcha é só uma fachada para islamofóbicos de extrema direita.

“Nós encorajamos todos, homossexuais ou heterossexuais, a se juntarem a nós no dia 11 de junho para mostrar que a comunidade LGBT + e o povo de Manchester não permitirão que o ódio dos fanáticos da extrema-direita nos divida”.

Os dez países em que a homossexualidade é punível com a morte são o Afeganistão, o Irã, a Mauritânia, a Nigéria, o Catar, a Arábia Saudita, a Somália, o Sudão, os Emirados Árabes Unidos e o Iêmen. Em alguns casos, as leis aplicam-se apenas nas regiões do país que seguem a lei da Sharia ou se apliacam apenas aos muçulmanos.

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