Médica negou atendimento porque paciente era criança e o bebê morreu, presta depoimento a policia

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Médica, além de agredir um paciente em 2010, agora responde por homicídio culposo, mas ainda pode ser indiciada por homicídio doloso, diz delegada. Bebê morreu de broncoaspiração após ficar sem atendimento.







O motorista da ambulância da empresa Cuidar, que levou a médica Haydée Marques da Silva, para prestar atendimento a um bebê de 1 ano e meio, na quarta-feira (7), chorou ao lembrar da recusa da médica e da morte da criança. A médica é investigada por homicídio culposo, mas ainda pode responder por homicídio doloso, segundo a polícia.

“Ela ficou descontrolada e começou a gritar comigo. Disse que não faria o atendimento. E tomou essa decisão porque não era pediatra, não porque havia dado o horário dela. Nunca vi médico nenhum agir dessa forma”, disse o motorista Robson Almeida, que foi às lágrimas ao ser questionado sobre como se sentiu ao receber a notícia da morte da criança.

O bebê Breno Rodrigues Duarte Silva, que foi enterrado na quinta-feira (8), morreu de broncoaspiração, depois de ter aspirado o próprio vômito. A criança, que estava em internação domiciliar – e por isso, só poderia ser transportada em ambulância – começou a passar mal de uma gastroenterite.

 “Chegamos lá e pedimos que o porteiro anunciasse a nossa chegada. Enquanto o porteiro anunciava a nossa chegada, a doutora perguntou à técnica qual seria o nome do paciente e ela foi falando. Quando chegou na idade, ela começou a gritar comigo, colocando o dedo na minha cara”, lembra Robson.

Ainda segundo ele, a médica afirmou que não atenderia nenhuma criança e que iria embora.

“Achei um absurdo, uma pessoa que é estudada, uma médica, agindo dessa forma. Eu acho que é errado. Aquele papel que ela rasgou é um boletim que eles fazem quando vão para a casa do paciente, que eles preenchem tudo, para poder pegar pressão arterial, ela pegou e rasgou”, lamentou o motorista.

Médica já havia agredido paciente em 2010

 

“Isso não foi omissão de socorro, já que não era um caso grave. O menino não faleceu imediatamente, morreu só depois de uma hora e meia. Eu não sou pediatra e nem neurologista e se tratava de uma criança muito pequena com quadro neurológico. Sem falar que eu estava muito estressada e sem condições psicológicas para atender. Naquele dia, eu nem ia para o plantão”, justificou a profissional.

— Até então, eu não sabia qual era o caso. Quando me passaram o atendimento, na porta do condomínio, eu vi o nome, o plano, a idade e o que o paciente tinha. E eu disse que não ia atender por ser uma criança muito pequena e que já tinha um profissional de saúde (técnica de enfermagem do Home Care) em casa, sem falar que não era um caso grave. Não atendo criança — justifica a médica, formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1978.

 

 





About the Author

Camila Abdo
Jornalista (MTB - 0083932/SP; Associação Brasileira de Jornalista -ABJ- 2457). Escrevo para: -oretrogrado.com.br -www.libernews.com.br e o meu blog pessoal politicaedireito.org/br

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