MILITARES EM BRASÍLIA: Exército assume a segurança na Esplanada dos Ministérios

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Após protestos de movimentos sindicais, exército teve de intervir e militares assumiram a segurança em Brasília.

O governo pediu militares para conter o protesto que ocorre nesta quarta-feira em frente à Esplanada dos Ministérios. Foi acionada pelo presidente a Garantia da Lei e da Ordem (GLO). O ministro da Defesa, Raul Jungmann, condenou a manifestação, que segundo a Polícia Militar tem 35 mil pessoas. De acordo com Jungmann, o presidente Michel Temer disse que é “inaceitável o descontrole” do ato. As tropas federais já estão em Brasília.

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O decreto de Temer já está publicado em edição extra do Diário Oficial da União, e estabelece que as tropas federais atuarão na capital por uma semana, até o dia 31. A área específica de atuação, no Distrito Federal, será delimitada pela Defesa.

— O senhor presidente faz questão de ressaltar que é inaceitável a baderna, que é inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como este venham a turbar um processo que se desenvolve de forma democrática e com respeito às instituições — declarou o ministro da Defesa, que não respondeu a perguntas de jornalistas nem revelou o contingente de agentes.

O que motivou esses protestos? Assista:

 

Segundo Jungmann, o protesto estava previsto para ser “pacífico”, mas “degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, na agressão ao patrimônio público, na ameaça às pessoas, muitas delas servidoras que se encontram aterrorizadas e que estamos, neste momento, garantindo sua evacuação”. Todos os ministérios foram evacuados e o expediente foi encerrado às 15h. No Planalto, a ordem de Temer é para que todos os servidores permaneçam no prédio, que é escoltado por militares em todas as ocasiões.

Jungmann disse que o pedido veio também do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que confirmou ao GLOBO confirmou que pediu ao Palácio do Planalto o apoio das Forças Nacionais de Segurança.

— Pedi porque o ambiente lá fora estava virando um inferno! — disse Maia, depois, na sessão, ao ser questionado pelo PT.

‘PRESERVAR O PROCESSOS DEMOCRÁTICO’

Generais do Exército participaram na tarde desta quarta-feira de um seminário realizado pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso. Ao comentar a atuação do Exército na capital, o comandante, Eduardo Dias da Costa Villas-Boas, afirmou que as Forças Armadas têm o interesse de preservar a democracia:

— Jamais para causar alguma ruptura no processo democrático, sempre para preservar o processo democrático, garantir o cumprimento da Constituição e para proteger e preservar as instituições, a quem cabe encontrar os caminhos para a gente sair desse imbróglio que nós estamos metidos.

Segundo Villas Bôas, ele é frequentemente interpelado a dar um golpe por cidadãos brasileiros:

— Recebemos muitos apelos por intervenção militar e percebo que que sociedade identifica (no Exército) os valores que sente falta.

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