Democracia e pluralidade seletivas

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No dia 10/05/2017, ao menos 07 cineastas anunciaram a retirada de seus filmes da programação do festival Cine PE, previsto para acontecer a partir de 23/05, em Recife.

O protesto é contra o que consideram um “discurso partidário alinhado á direita” na escolha dos filmes. Eles se referem aos filmes: “O jardim das aflições” – dirigido pelo pernambucano Josias Teófilo, onde o documentário é centrado na figura do filósofo Olavo de Carvalho – e “Real – O Plano por trás da História” – que remonta a criação do Plano Real durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Arthur Leite, diretor do curta “Abissal” ressalta que: “Não imaginei que a seleção do festival desse dar espaço a filmes claramente alinhados a uma direita extremista” e “Não quero ter o meu nome e meu filme associados a essas obras nesse momento tão anormal e sensível em que vivemos”.

Curtas como: “a menina só”, “baunilha”, “iluminadas”, “não me prometa nada” e “vênus-Filó, a Fadinha lésbica” retiraram seus curtas do festival.

A democracia e a pluralidade que tanto prega-se hoje em dia, bem como o amor e a compreensão, tem limites. Limita-se a visão da esquerda.

Não há, nada em lei que proíba, filmes alinhados à direita, mesmo por que, Fernando Henrique Cardoso não é conservador e, o filme “O jardim das aflições”, de Josias Teófilo, inspirado na figura de Olavo de Carvalho, nada tem a ver com política ou conservadorismo. O documentário propõe uma reflexão sobre a tirania da coletividade sob a individualidade humana.

Se antes existia dúvida, hoje está claro: Existe censura ideológica no cinema brasileiro. Não só no cinema. Existe censura ideológica em todos os meios que o grande público tem acesso.

Camila Abdo Calvo (www.politicaedireito.org/br)

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