Vivendo nos rastros do feminismo

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FONTE: Livro: O outro lado do feminismo

Os americanos estão muitíssimo enganados se pensam que o feminismo está morto. “As mulheres mais jovens afirmam que, ao aceitar [o feminismo] como natural, elas estão prestando homenagem às suas antecessoras”, escreveu Susan Toepfer no Wall Street Journal blog. Vejam só: o feminismo é “natural”. Embora as pesquisas mostram que as mulheres jovens não querem ser chamadas de feministas, isso é somente porque elas não querem ser associadas com as feministas extremistas. Muitas mulheres modernas, sem levar em conta como elas votam, aceitam e admitem totalmente o que elas pensam ser o princípio básico do feminismo: igualdade para as mulheres. Elas acreditam mesmo que têm uma dívida de gratidão com a “irmandade’: O feminismo não está morto — está no ar. Pior ainda, ele agora faz parte da extensa agenda democrática. Em Political Emancipation, o autor Andre Harper escreveu sobre como os negros nos Estados Unidos têm aguentado a doutrinação esquerdista por anos. A história dele poderia ser a história de qualquer americana branca, é só substituir “sexista” por “racista” e “mulher” por “homem negro”. Como um homem negro, Harper foi ensinado a acreditar que a América era um país intrinsecamente racista em que os negros foram coibidos pelos republicanos “malvados” que não querem vê-los se dando bem. Conforme Harper foi amadurecendo e começou a pensar por si mesmo, ele percebeu que o oposto é verdadeiro. Ele aprendeu que os democratas promovem assistência, mas na verdade criam políticas destinadas a manter os negros longe de oportunidades e dependentes do governo. Harper percebeu que enquanto houver uma classe inferior, os democratas têm a possibilidade de criar mais postos de trabalho em cargos públicos. Acabem com a classe inferior e os democratas não terão por quem lutar.
“Como um jovem negro, logo percebi que havia um estigma ligado a minha pessoa, criado pelos liberais para defender o motivo de advogarem em meu nome e obter mais programas de auxílio financeiro para prover minha subsistência. Os liberais querem que você acredite que [negros] nascemos na insuficiência”.
A análise de Harper sobre o Partido Democrata é de uma precisão absoluta, e a agenda democrática feminina não é diferente. As feministas recebem investimento financeiro e político para fazerem as americanas acreditar que nasceram na insuficiência e, portanto, precisam das feministas para defendê-las. (The Shriver Report é um ótimo exemplo.) Enquanto as mulheres escolhem ser esposas e mães, como elas tradicionalmente têm feito, as mulheres de esquerda não têm nenhuma missão. É por isso que elas insistem na ideia de que a América tradicional é obsoleta e que todos devem aceitar isso corno realidade. Como o Shriver Report observa: “As mães são as principais fontes de sustento ou fontes conjuntas em dois terços das famílias americanas. Três quartos dos americanos enxergam isso como um crescimento positivo para a sociedade” Isso é um mito total. De acordo com a Public Agenda, principal agência de pesquisa de opinião apartidária de Nova York, 70% dos pais com filhos menores de cinco anos concordam que “ter o pai ou a mãe em casa é mais desejado”, e 72% de todos os pais, incluindo a maioria dos pais de baixa renda, acreditam que o pai e a mãe, não o governo, são responsáveis pelo sustento dos filhos. Além disso, 63% dos pais com filhos menores de 5 anos discordam com a ideia de que crianças que ficam na creche recebem “o mesmo” cuidado e atenção que em casa com os pais. Também é interessante notar que seis em cada dez americanos classificam a criação dos filhos em sua geração como apenas “mediana” ou “ruim”.
A Shriver alega que “três quartos dos americanos [famílias com dupla renda] enxergam isso como um crescimento positivo para a sociedade”, o que simplesmente não é verdade. O que ela se refere é que os americanos, em geral, não se afligem com as mães que trabalham fora, o que não é a mesma coisa que ser um defensor da ausência dos pais na criação dos filhos. Mais uma vez, as feministas manipulam fatos que sugerem algo completamente diferente do seu significado real.
Uma das maneiras que as feministas dos anos 1970 usaram para seduzir as mulheres a deixar o lar foi exigir que elas se concentrassem na própria educação em áreas que promovessem suas carreiras, em vez de se concentrarem em áreas relacionadas às tarefas domiciliares ou ao ensino. As feministas de elite pressionam todas as mulheres a planejarem suas vidas em torno da carreira.
O resultado é que as mulheres jovens dão pouca atenção ao casamento e à maternidade e, em vez disso, elas passam mais de uma década se tornando altamente qualificadas para o mercado de trabalho. As mulheres acreditam que esse é o melhor planejamento de vida, já que a vida de mãe, como lhes disseram, é vazia e sem sentido.
Mulheres de décadas anteriores podem ter tido empregos, mas não tinham carreira. Como atrair criança com doce, as feministas garantem às mulheres de que existe uma vida melhor a ser vivida.
“Quando as garotas escutam o chamado à independência através da família ou pela cultura externa, elas obedecem”, escreveu a Dra. Jean Twenge no livro Generation Me.
Durante séculos, as mulheres consideraram o casamento e a maternidade como vocação principal e planejavam suas vidas de acordo, e muitas daquelas que não fizeram assim, se arrependeram. Inúmeras celebridades como Joanne Woodward, Barbara Walters, Jamie Lee Curtis, só para citar algumas, alertaram as mulheres sobre o conflito em ter família e carreira ao mesmo tempo. Algumas até mesmo disseram que se pudessem fazer tudo de novo, teriam ficado em casa com os filhos quando eles eram pequenos. A principal diferença entre a geração atual e as gerações anteriores é que, no passado, a sociedade respeitava a maternidade e tudo o que isso implicava. Aquelas que não optaram fazer o sacrifício admitiram que não conseguiam fazer malabarismos com a família e a carreira com bom resultado.
Quando perguntaram à Katharine Hepburn porque ela nunca tinha tido filhos, ela respondeu: Olha, não sou idiota o bastante para acreditar que conseguiria lidar com tal situação. Se sua cabeça estiver concentrada em outra coisa, você é inútil. Se alguém precisa de você, precisa de VOCÊ! É por isso que acho que a mulher precisa escolher. Lembro-me de tomar a decisão: “Nunca vou casar e ter filhos. Quero ser uma estrela, e não quero meu marido e filhos como minhas vítimas”. Oprah Winfrey tem feito afirmações semelhantes.
Essa não é a atitude da jovem comum criada sob o lema da “escolha”. A vida é dela, e só dela. E é por isso que os planos dela parecem diferentes dos planos das mulheres de gerações passadas. Se perguntarem, ela dirá que o motivo de ter planejado sua vida do jeito que fez é devido ao fato das mulheres na América terem progredido bastante, ou porque um bom padrão de vida requer duas fontes de renda.
Observe os planos da mulher moderna e decida por si mesmo se isso se parece com progresso.
Anna tem 29 anos e estuda há mais de dez anos. Primeiro, ela obtém bacharelado, depois mestrado e, então, doutorado. Durante esse tempo, Anna mora com o namorado, Sam. Ele terminou a faculdade de medicina e faz residência no mesmo estado em que Anna estuda. Tudo vai bem para os dois e logo eles ficam noivos. Quando Anna obtém o doutorado, e Sam termina a residência, os dois estão com 31 anos e recém-casados. O casal precisa arranjar emprego e se preocupa com qual carreira deve ter prioridade. No meio do dilema, Anna descobre que está grávida, e Sam recebe uma proposta de trabalho como clínico geral em outro estado, longe de suas famílias. Ele aceita o trabalho, não porque é o que ele realmente quer mas porque Anna está grávida e existe a pressão para sustentar uma família. Quase no fim da gravidez, Anna encontra um trabalho na cidade atual e começa depressa a procurar alguém para cuidar do bebê. Ela encontra uma babá perfeita, ou assim ela acha que é. Após vários meses, ela descobre que a babá perfeita não era tão perfeita assim. Ele encontra outra babá que também acaba não dando certo. Depois de três babás, ela desiste e coloca o bebê na creche. Mais ou menos depois de um ano, Anna se esforça em vão para engravidar de novo devido à idade. Ela recorre à fertilização artificial. O processo é longo e difícil, mas com o tempo ela acaba engravidando, e dois anos depois outro bebê nasce. Anna logo descobre as demandas intensas de ter uma criança pequena e um bebê, principalmente quando a avó não está por perto para ajudar. Ela decide não voltar a trabalhar, porque é coisa demais para dar conta. Então ela pede demissão, o que é bom, pois ao que se revela, Anna adora ficar com os filhos. Sam fica com raiva. Não só porque eles têm uma enorme dívida devido aos anos de estudos de Anna, mas também porque Sam planejou sua carreira em torno da carreira de Anna. Ele não quer que ela peça as contas e não acha que tem problema colocar as crianças numa creche, já que todo mundo que ele conhece faz a mesma coisa. O conflito segue e o fim da história ninguém sabe.
Há dezenas de casos assim. Nas últimas décadas, as americanas têm sido pressionadas a trabalhar fora, pois supõe-se que se ficarem em casa seus cérebros vão atrofiar por falta de uso. Em vez de expandir seus horizontes para além das tarefas domésticas, as mulheres modernas têm tomado outros rumos e buscado aspirações profissionais mais altas possíveis. Atualmente, as mulheres somam 57% dos graduandos em faculdades americanas, e quase metade se forma em direito ou medicina.
Mas pra quê? Apesar de uma profissão ser gratificante, ela não substitui a realização que a maioria das mulheres recebe ao se tornar mãe e esposa. Além disso, esses tipos de profissão vão, inevitavelmente, criar conflitos com as demandas da casa e dos filhos. A profissão deveria ser a cereja do bolo, não o bolo todo. Apesar da comprovação de que o feminismo tem sido um fracasso, as mulheres continuam a pensar que se identificam com sua premissa básica. Até mesmo as mulheres conservadoras acreditam que o abandono em massa do lar seja “consequência da grande revolução feminista que derrubou as barricadas do patriarcado e venceu triunfante” O que nunca aconteceu. A invenção dos aparelhos eletrodomésticos foi o fator mais importante que influenciou o deslocamento significativo das mulheres americanas para o mercado de trabalho. As pessoas a quem as mulheres são verdadeiramente gratas são os inventores Thomas Edison (luz elétrica), Elias Howe (máquina de costura), Clarence Birdseye (o processo de congelamento de alimentos) e Henry Ford (automóvel).
A tecnologia e mecanização do trabalho doméstico, como a máquina de lavar, secadora, máquina de lavar louça e aspirador de pó, permitiu que as mulheres desviassem o olhar das tarefas domésticas. As pílulas contraceptivas foram outro fator importante. As americanas adoram associar “a pílula” com o feminismo; mas a pílula, junto com os aparelhos de conveniência, foram inventados antes de 1960 — por homens. Foi a contribuição masculina que deu às mulheres tempo para trabalhar fora de casa em números recordes. As mulheres deveriam agradecer “aos homens que vieram antes de nós”, e não às feministas.
Além do mais, a Grande Depressão obrigou as mulheres a procurar emprego quando os homens da família não podiam arranjar trabalho. Durante a Segunda Guerra Mundial, muitas mulheres começaram a preencher vagas das quais não haviam homens disponíveis. A Equal Pay Act de 1963 também ajudou. Essa lei aboliu a disparidade salarial entre os sexos. Nenhum desses fatores inventores americanos, a Grande Depressão, a Segunda Guerra Mundial e a Equal Pay Act — tem a ver com o feminismo. Dinesh D’Souza, autor conservador e presidente da King’s College em Nova York, chamou a ideia de que o feminismo é responsável pela liberdade que as mulheres têm hoje de “um lindo conto de fadas”.
A verdade é que o feminismo tem sido a única pior coisa que aconteceu na vida das mulheres americanas. O feminismo não libertou as mulheres de nada, só as confundiu. Tornou a vida delas mais difícil. As mulheres de hoje estão entre o homem e a natureza. (Não é de surpreender ninguém que o adesivo de para-choques mais popular usado pelas mulheres que lutaram contra a Emenda dos Direitos Iguais dizia: “Não é possível enganar a Mãe Natureza”.) A natureza feminina da mulher diz a ela que o sexo precisa de amor, que o casamento é importante, que os filhos são uma bênção e que os homens são necessários. A cultura, por sua vez, diz a ela para ir pra cama com todo mundo e adiar a vida familiar, já que isso vai custar sua identidade.
E, se o casamento não der certo, não tem problema nenhum. Ela sempre pode se divorciar. É de se admirar que as mulheres modernas estejam infelizes? Para responder a essa pergunta, devemos enfrentar as feministas, que insistem que não há relação entre o feminismo e o descontentamento. Em abril de 2010, o Wall Street Journal perguntou: “O feminismo tornou as mulheres infelizes?” Os repórteres consultaram, obviamente, a autora feminista Naomi Wolf (que, aliás, está escrevendo um novo livro chamado Vagina — Uma Biografia — como não amar essas feministas?) para ajudar a responder a questão. Wolf respondeu: “A ideia de que o feminismo torna as mulheres infelizes surge desde quando o movimento começou. Isso é constante devido aos nossos medos mais profundos de que a liberdade e a alegria são incompatíveis”.
Como você pode ver, a resposta feminista para qualquer pergunta sensata é dar voltas — e sair pela tangente. Como uma nação, não podemos continuar evitando o problema. O feminismo tem, sim, feito as mulheres infelizes. Foi um erro incentivar as mulheres a ignorar seus instintos femininos e reclamar sobre como a situação delas é ruim. As mulheres inteligentes (também conhecidas como conservadoras) não precisam do feminismo para se libertarem de nada. A palavra libertação deriva da palavra liberdade, que significa “condição na qual um indivíduo tem a habilidade de agir conforme a própria vontade”. As mulheres na América sempre tiveram a habilidade de agirem conforme a própria vontade. Pode ter sido mais difícil em gerações passadas do que se é hoje, mas não é porque as mulheres eram vitímas. “Seria difícil encontrar um único exemplo na história em um grupo que soma mais de 50% dos votos se deu bem chamando a si mesmo de vítima”, escreveu Dr. Warren Farrell em The Myth of Male Power. As mulheres de gerações anteriores simplesmente não tinham tempo ou disposição para se concentrarem de modo tão obsessivo em suas identidades. Elas também não eram incentivadas a ir para cama com todo mundo, se divorciar, colocar os filhos em creches, reclamar o sustento ao Tio Sam ou menosprezar os homens. Esse é um território completamente de esquerda, e foi a pior coisa que já aconteceu nesta nação.

Camila Abdo Calvo – www.politicaedireito.org/br

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