Discriminação no local de trabalho

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FONTE: Livro: O outro lado do feminismo

Uma das maneiras usadas pelas feministas para tentar atrair as americanas é a insistência de que elas são discriminadas no local de trabalho. Para enfatizar a questão, elas repetem o mantra de que as mulheres ganham apenas 0,77 centavos para cada dólar ganho pelos homens. “Continuamos a lutar por justiça e igualdade às mulheres trabalhadoras da América. A lei Lilly Ledbetter dá às mulheres as ferramentas para combater a discriminação salarial no trabalho, mas ainda não alcançamos a igualdade de remuneração”, disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi. Quanta besteira. Em primeiro lugar, hoje, se as mulheres são discriminadas, a Comissão de Oportunidades Iguais de Emprego (EEOC), agência federal contundente, cuidará do assunto. Segundo, e mais importante, existe uma perfeita boa explicação pela qual as mulheres não recebem tanto quanto os homens: a maioria das mulheres não tem vontade de levar a vida exigida pela maioria dos cargos bem remunerados. Nenhum homem ou mulher sobe para o nível de alta renda trabalhando quarenta horas por semana. Pergunte a qualquer médico, advogado ou executivo. Eles passaram anos trabalhando noites e fins de semana, trazendo para casa maletas estufadas de trabalho e atendendo clientes em um fluxo constante fora do horário de expediente. Essas pessoas pagaram um alto preço por suas carreiras e sucesso financeiro. Para qualquer homem ou mulher que escolhe essa vida, há muito espaço no topo. Há menos mulheres na política pela mesma razão. Em março de 2010, a revista More destacou a vida de três representantes femininas dos Estados Unidos (todas democratas, claro — em geral, muitas das mulheres aclamadas como exemplo na mídia são democratas), em um artigo intitulado “As Garotas da Câmara”. A história delas é um sonho das feministas: diferentemente de 99 por cento das mulheres na América, Carolyn Maloney, 69 anos, Debbie Wasserman Schultz, 43 anos e Melissa Bean, 48 anos — todas mães (os filhos de Maloney são adultos) — encontram refúgio umas nas outras dos dias exaustivos no Capitol Hill. As três mulheres vivem juntas, enquanto seus maridos tomam conta da casa dos respectivos casais: em Nova York, Flórida e Illinois.
É claro que a maioria das mulheres não escolhe deixar seus maridos e filhos para trás, mudar para outra cidade, viver com outras mulheres e dedicarem suas vidas ao trabalho. Mesmo se suas famílias se mudarem para Washington com elas, uma vida na política não é fácil. “Frequentemente os dias em DC começam com exercícios físicos antes do amanhecer, eventos de imprensa ao raiar do dia ou reuniões no café da manhã, que às vezes não terminam antes das votações finais depositadas às 22 ou 23 horas”, escreveu Annie Groer em um artigo da More. A congressista Bean admite: “Membros do congresso quase nunca jantam com a família”.” O artigo omitiu a verdade sobre como é difícil a vida dessas mulheres e suas famílias. Em vez disso, suas vidas são tratadas corno normais, até mesmo maravilhosas. Lembre-se: as feministas de elite fazem de conta que são iguais a todo mundo. “Como todas as mulheres nos Estados Unidos, fazemos malabarismo com nossas vidas particulares e públicas, a dificuldade em chegar em casa para levar o filho à consulta médica ou ir a uma apresentação da escola, o equilíbrio entre trabalho e família”, disse Maloney. As feministas deliram — a senhora Maloney e companhia não são como “todas as mulheres nos Estados Unidos”. A maioria das mulheres não tem vontade de desempenhar o trabalho exigido para ganhar as eleições: dirigir milhares de quilômetros, apertar as mãos de centenas de estranhos, comer frango de última categoria no jantar e participar de reuniões políticas todas as noites e fins de semana.
E a maioria das mulheres certamente não querem se sujeitar a ataques políticos que contestam sua integridade e a investigações de suas vidas pessoais e financeira. Para desgosto das feministas, a maioria das mulheres com filhos trabalham por meio período —se é que trabalham. E são felizes assim. Suas vidas não têm qualquer semelhança com a vida das congressistas ou médicas ou advogadas ou executivas.

Camila Abdo Calvo – www.politicaedireito.org/br

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